Guardados no mundo

· Tema: memória

Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno.

João 17:15 (NVIPT)

Na oração sacerdotal, Jesus faz um pedido surpreendente: não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno. Memória que consola exilados: permanecer no mundo é plano, não castigo. Deus não recolhe os seus da batalha, blinda-os nela. Presença no mundo com proteção do céu.

Tirar seria mais fácil; guardar é mais glorioso. Testemunhas retiradas não iluminam trevas. Jesus prefere santos blindados a santos ausentes. A memória da intercessão dele sustenta segundas-feiras cinzentas: alguém orou por tua proteção antes de existires. O Maligno encontra portas trancadas por oração eterna.

Proteção não é isenção de luta, é garantia de vitória. Guardados passam pelo fogo sem cheiro de fumaça, pela água sem se afogar, pelo mundo sem se mundanizar. A blindagem é pessoa: o Pai guarda, o Filho intercede, o Espírito sela. Trindade inteira em plantão permanente sobre cada crente.

Hoje, anda no mundo sem medo do mundo. Trabalha, estuda, negocia e testemunha com a memória da blindagem. O Maligno ruge, mas a coleira é curta e a guarda é divina. Santidade no mundo é possível porque a oração de Jesus continua valendo e vencendo.

E permanece guardado: mundos hostis não vencem blindados do céu.

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