Sem acusação
Não me parece razoável enviar um preso sem especificar as acusações contra ele.
Atos 25:27 (NVIPT)
Festo, o governador romano, admite um embaraço jurídico: não me parece razoável enviar um preso sem especificar as acusações contra ele. Paulo estava preso há dois anos sem crime provado — só ódio religioso e conveniência política. O império mais organizado da história não conseguia escrever uma acusação decente contra um apóstolo. Quando Deus guarda, até a máquina da injustiça emperra na hora de acusar.
A esperança do crente tem esse alicerce: em Cristo, não há acusação que permaneça. Paulo escreveria que nenhuma condenação há para os que estão em Jesus — o tribunal do céu arquivou o processo porque outro cumpriu a pena. O acusador ainda sussurra à noite, listando falhas antigas; mas cada item da lista carrega um carimbo: pago na cruz. Sem acusação formal, o caso cai — até no inferno.
Hoje, quando a culpa bater com papéis velhos, responde com o veredito: sem acusação. Confessa o recente, abandona o prático e descansa no arquivado. E se és acusado injustamente por homens, lembra Paulo em Cesareia: quem tem o céu por advogado pode esperar tranquilo. A última palavra sobre ti não é de Festo — é do Pai.