A língua indomável

· Tema: humildade

A língua, porém, ninguém consegue domar.

Tiago 3:8 (NVIPT)

Tiago é direto e sem anestesia: a língua, porém, ninguém consegue domar — é um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. Ele acabara de comparar a língua ao leme de um navio e à faísca que incendeia florestas. O diagnóstico é universal: “ninguém” inclui pastores, mães, mestres e você. Todos já feriram com palavras; todos já foram feridos por elas. A língua é o único animal que mora dentro de casa e ninguém domestica.

A humildade começa admitindo a derrota: sozinho, não domino minha língua. Essa confissão abre dois caminhos — o do alto e o do lado. Do alto, pedimos ao Espírito o domínio próprio que a carne não produz; do lado, pedimos perdão a quem ferimos com veneno verbal. Quem se humilha diante de Deus encontra graça para calar; quem se humilha diante do ofendido encontra cura para sarar. Língua indomável precisa de joelhos dobrados.

Hoje, vigia a faísca: antes de responder, respira e ora três segundos. E conserta o incêndio de ontem — pede perdão a alguém que tua língua queimou. Ninguém doma a língua sozinho, mas todo humilde pode entregá-la a quem doma. A oração de três segundos vale mais que o discurso de três horas.

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