Nem reis creram
Os reis da terra e os povos de todo o mundo, não acreditavam que os inimigos e os adversários pudessem entrar pelas portas de Jerusalém.
Lamentações 4:12 (NVIPT)
Jeremias registra o incrível: reis da terra e povos do mundo não criam que inimigos entrassem por Jerusalém. Fé que aprende com certezas ruídas. Sião parecia inexpugnável: templo, muralhas, promessas. Todos criam na inviolabilidade. Todos erraram. Certezas humanas ruem; só Deus permanece. Confiar em muralhas é idolatria de pedra.
Não acreditavam: incredulidade coletiva de especialistas. Reis, estrategistas, povos — consenso errado. Fé não segue maiorias nem majestades. Maiorias erram em coro. Jeremias, minoria de um, acertou sozinho. Vozes proféticas valem mais que pesquisas. Ouve Deus acima de consensos.
Que adversários entrassem pelas portas: portas violadas, teologia corrigida. Deus permitiu o impensável para ensinar o essencial: presença não se prende a pedras. Fé madura transfere confiança de templos para o Senhor dos templos. Perder Jerusalém doeu; ganhar Deus compensou. Ruínas ensinam o que palácios escondem.
Hoje, revisa tuas Jerusaléns inexpugnáveis: saúde, conta, reputação. E se ruírem? Fé preparada sobrevive a portas arrombadas. Confia no Senhor das cidades, não nas cidades. Portas caem; promessas ficam. Tua fé de hoje atravessa os cercos de amanhã.
E crê além de portas: fés provadas sobrevivem ruínas. Crê além de portas hoje. Fés provadas sobrevivem. Confia no Senhor.